Sexta-feira, 10 de Julho de 2009

Entre nós.

Sinto mas escolhas foram feitas.
Na verdade cedo ou tarde iria acontecer.
Se sou capaz de levar isso adiante?
Confesso que em alguns instantes eu olhei pra trás.
E quantas noites eu atravessei em claro,
Tentando esquecer como eu estava errado.
Queria tanto te dizer o quanto eu sinto saudades de ir pra "sua casa" todo fim de tarde.
Não sei mais se certo ou errado agi,
Só sei quanto machuca ter que assim me dividir.
(não...)Tanto faz.
Te tenho nos meus planos e espero que não seja tarde quando eu (você) voltar.
Sei que egoísta eu fui,
E estou tentando ser melhor.




Falante - Entre Nós.

Segunda-feira, 29 de Junho de 2009

Zelig.

Acho que já mudei tudo o que tinha pra mudar pelos outros - e por mim, também, nunca pelos outros - , e é até engraçado perceber que quaisquer mudanças que venham a acontecer, muito provavelmente vem de dentro, da minha necessidade de me adaptar ao meio. Tudo bem que eu sempre preferi fazer o meio se adaptar a mim, mas nem sempre dá certo, whatever.

Me assusta um pouco esse turbilhão de ideias, de não saber pra onde ir, de ter um monte de vontades, um monte de energia, vigor, e nem um puto para executá-las. É foda essa tal de ambição.
Muitas vezes quero dar passos bem maiores que minhas pernas suportam, aí tropeço. Não tem problema, eu levanto, sempre levantei.

Me ausentei de mim mesma por alguns dias, fiz questão de não pensar em nada que me deixasse confusa, independente de qualquer assunto em questão.

"Estive fora por alguns dias e não é fácil estar aqui de pé"


Percebi que os sorrisos de fora são auxílio - muito importantes, óbvio, nunca poderia subestimá-los - , e que enquanto eu não por na minha cabeça que o sorriso maior tem de vir de dentro, tudo vai continuar escuro, confuso.
A mudança vem daqui, não de leste, oeste, sudeste ou qualquer outro canto que não seja aqui dentro.

" - Porra! - Gritou.
Amaranta, que começava a colocar a roupa no baú, pensou que ela tinha sido picada por um escorpião.
- Onde está? - perguntou Amaranta.
- O quê?
- O animal! - esclareceu Amaranta.
Ursula pôs o dedo no coração.
- Aqui - disse."


Preciso muito cuidar do meu "animal", do meu escorpião, senão, quem acaba picada sou eu mesma.

"So you're not ready for detox, turn on the radio!"



Eu sei, muitas citações, referências, trechos em um único post. Mas é pra definir melhor. E óbvio que eu não poderia acabar esse post sem esse trecho, que tem absolutamente tudo a ver com todas as palavras ditas acima:


"Que é tão difícil enquanto você não quiser
Fazer dos seus limites um ponto qualquer
Que não te impede de enfrentar o que vier
E eu sei falar não vai mudar
enquanto não fizer por você e por mais ninguém"

Sábado, 27 de Junho de 2009

Lapso

Ando sem rumo.
Assumo.
Não sei onde coloquei os passos que trilhei
As dores que agüentei.
Queria saber para aonde foi meu olhar.
Os abraços a realizar.
E quando eu te falar das palavras que você não ouviu,
Quero apenas que lembre das vezes em que sorriu.
Mesmo não sentindo o calor, aqui estou.

Quero agora um pouco de vida,
Alegria pra minha agonia.
Não sentir mais o coração tão forte,
Ou os olhos cheios de sentimentos, não corte.

De tudo o que foi dito, eu quero mais.
Nunca o bastante, talvez até paz.
Dias intermináveis de risadas.
Só não sei ao certo por onde seguir, por qual estrada.

É que o que eu sinto não se explica, nem se limita.
Talvez eu até pensasse em desistir...
Mas não é isso a minha vida.

Quarta-feira, 24 de Junho de 2009

I've got nostalgic pavements

Não sei escrever sobre o sorriso.
Não sei escrever sobre o alívio.

Não sei, em geral, escrever sobre os abraços apertados...e eu queria.
Talvez eu não saiba colocar em palavras o que é escasso em gestos, no meu dia-a-dia.
É mais fácil pra mim, transpor em verbos, substantivos, ditongos, hiatos, a sensação dos dentes serrados, do meio-sorriso, simulando uma quase satisfação, ou então o simples fato de não ligar (ou fingir que). É menos complexo descrever os ossos despedaçados, a fissura na fundação, as mãos trêmulas, do que a tranquilidade.

Não significa que meus passos são movidos à desespero...pelo contrário. Cada passo adiante, por aqui, é calculado e sob medidas. É tão milimetricamente previsto que eu gostaria que as mãos tremessem, que dos olhos escorressem lágrimas, que a voz se fizesse alta o suficiente. Mas a calma não deixa. Aí eu coloco em palavras...escrevo e reescrevo, na tentativa de expulsar (ou reforçar) essa vontade. Não tem mal algum.

Se eu sorrio por fora, no papel eu exprimo o desejo de não-mais.
Não mais me conter;
Não mais sorrir só pelo canto;
Não mais manter sempre a calma.

É irônico mas, vezenquando eu gostaria de perder o controle.

Terça-feira, 23 de Junho de 2009

Love Reign O'er Me

Only love
Can bring the rain
That makes you yearn to the sky
Only love
Can bring the rain
That falls like tears from on high

Love Reign O'er me

Sábado, 20 de Junho de 2009

Do que eu já nem sei mais.

Por esses dias tem me dado uma saudade disso aqui, uma dó de ter deletado tudo o que um dia já havia postado. Acho até que talvez eu possa reconstruir, não sei ao certo.
Sinto saudade de despejar as coisas aqui sem receio algum, também não sei se ainda tenho essa capacidade...acho que deixei minha intensidade no meio do caminho. Mas como eu disse em um texto que escrevi há alguns anos:

Não que eu os tenha jogado fora (os sonhos),
Continuam aqui, guardados, íntegros...
Mas fato é, que algumas mudanças aconteceram.
Pra mim, os sorrisos que eram refletidos, por causa desse sentimento aqui dentro,
Os mesmos que vinham de toda alma, agora vêm apresentando-se de outra forma


É tudo muito calmaria e sinceramente, isso nem sempre me agrada. Queria voltar a dar a cara a tapa como antes, aí me vem um receio, quase como borboletas no estômago e então eu aquieto.
Não significa que minha personalidade se perdeu...mudei muito nesses últimos anos, mas a essência é a mesma. Eu continuo mal humorada como sempre, continuo com os sorrisos de canto de boca, continuo expondo minha opinião sobre tudo que acho certo e errado, mesmo que doa aos outros.
O problema é que em geral, eu não tenho mais conseguido sorrir gratuitamente. Só por sorrir, sabe? Ali no espelho eu não vejo o reflexo que imaginava pra mim, nesse momento, e de certa forma decepciona...e não é nem um pouco do meu feitio ficar parada esperando que o "destino" ou qualquer coisa que o valha melhore isso por mim. Não vai, eu sei. Meu "destino" quem faz sou eu, desde essa decepção ao olhar pro espelho do tempo, até o fato de que eu sei que muito mais me espera.

E nesses dias tem martelado na minha cabeça uma frase incessantemente:

"Estes sapatos não me cabem mais, ainda me lembro quando eram confortáveis".

Quero sapatos novos e vou fazer por onde.

Quarta-feira, 17 de Junho de 2009

Elementos do dela; sentimentos meus.

"Parece cocaína, mas é só tristeza..."

Mesmo antes de ler o post da Mayah, algo me remetia ao Renato. Mas não existia nada de concreto, nenhuma letra em específico. E heis que essa frase define muito.

A sensação no momento não tem nada a ver com o frio que eu sinto por causa dos 10°C. Talvez uma palavra próxima, eu diria "frieza". É que, como eu já havia dito em alguns textos, percebo as coisas esfriarem por aí enquanto aqui dentro tudo continua fervando, pulsando.

Ainda em Legião, eu diria: "Eu nem sei porque me sinto assim, vem de repente um anjo triste perto de mim..."
Não esquecendo de passar por: "Mudaram as estações, nada mudou, mas eu sei que alguma coisa aconteceu, tá tudo assim tão diferente..."

O resto da música eu não canto pelo simples fato de acreditar que é "pra sempre". Da forma que der, da maneira que a gente puder...mesmo que seja só isso aí.

A única coisa coerente que me vem a mente agora, é isso:

"os trens voltaram, agora posso te ver. pego o primeiro vagão e corro ao teu encontro".


E não tem nada a ver com romance, mas sim com um 'colo' da forma que se pode oferecer, devido às circunstâncias.

Os trens voltaram, agora posso te ver. pego um trem por um desses fins de semana e corro ao encontro de vocês que me mantém com os pés no chão.

Quarta-feira, 27 de Maio de 2009

Para Mayah.

De Caio para Nós; de Nós para o mundo.

Extremos da Paixão - In Pequenas Epifanias (Caio)


"Não, meu bem, não adianta bancar o distante
lá vem o amor nos dilacerar de novo..."


Andei pensando coisas. O que é raro, dirão os irônicos. Ou "o que foi?" - perguntariam os complacentes. Para estes últimos, quem sabe, escrevo. E repito: andei pensando coisas sobre amor, essa palavra sagrada. O que mais me deteve, do que pensei, era assim: a perda do amor é igual à perda da morte. Só que dói mais. Quando morre alguém que você ama, você se dói inteiro(a)- mas a morte é inevitável, portanto normal. Quando você perde alguém que você ama, e esse amor - essa pessoa - continua vivo(a), há então uma morte anormal. O NUNCA MAIS de não ter quem se ama torna-se tão irremediável quanto não ter NUNCA MAIS quem morreu. E dói mais fundo- porque se poderia ter, já que está vivo(a). Mas não se tem, nem se terá, quando o fim do amor é: NEVER.
Pensando nisso, pensei um pouco depois em Boy George: meu-amor-me-abandonou-e-sem-ele-eu-nao-vivo-então-quero-morrer-drogado. Lembrei de John Hincley Jr., apaixonado por Jodie Foster, e que escreveu a ela, em 1981: "Se você não me amar, eu matarei o presidente". E deu um tiro em Ronald Regan. A frase de Hincley é a mais significativa frase de amor do século XX. A atitude de Boy George - se não houver algo de publicitário nisso - é a mais linda atitude de amor do século XX. Penso em Werther, de Goethe. E acho lindo.
No século XX não se ama. Ninguém quer ninguém. Amar é out, é babaca, é careta. Embora persistam essas estranhas fronteiras entre paixão e loucura, entre paixão e suicídio. Não compreendo como querer o outro possa tornar-se mais forte do que querer a si próprio. Não compreendo como querer o outro possa pintar como saída de nossa solidão fatal. Mentira:compreendo sim. Mesmo consciente de que nasci sozinho do útero de minha mãe,berrando de pavor para o mundo insano,e que embarcarei sozinho num caixão rumo a sei lá o quê, além do pó.O que ou quem cruzo entre esses dois portos gelados da solidão é mera viagem: véu de maya(h), ilusão, passatempo.E exigimos o terno do perecível, loucos.

Segunda-feira, 25 de Maio de 2009

Não faz assim, não diz assim — é muito pouco — não vai dar certo — anormal, eu tenho medo — medo é culpa, medo é moral — não vê que é isso que eles querem que você sinta? medo, culpa, vergonha — eu aceito, eu me contento com pouco — eu não aceito nada nem me contento com pouco — eu quero muito, eu quero mais, eu quero tudo.

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Pq chorar não resolve, mas alivia. E eu não aceito essa condição imposta sobre nós dois. A gente faz acontecer...mesmo que demore.
Vou dizer o que eu vejo: uma casa, um fusca. Tua mão na minha.
Não tem problema cada lágrima derramada por não saber o que dizer...quando em seguida vem um sorriso claro e sincero por saber o que sentir.




Caio sempre nos entende.

Sexta-feira, 13 de Março de 2009

Do que já não é.

Retiro daqui os meus sorrisos, minhas lágrimas, sentimentos, lapsos. Não os divido mais com o mundo, mas só com quem de fato interessa - à mim.

Talvez até volte com sorrisos alheios, mas não esperem nada que possa ser da Mayara, ou da Luna.

Vou vagando "noite à dentro", decifrando cada vez mais as coisas em mim mesma.
Agora, é uma reforma geral.


Cuidem-se, crianças.